Ainda que as escolhas não sejam as melhores
Ninguém é dono de ninguém
Você não é meu e eu não sou seu.

Aprendi a não dar meu coração a quem não pode entender
Ainda que tudo seja tão óbvio
Ninguém é tão simples que de forma objetiva se resume
Você não é simples e eu não o sou.
Aprendi o valor das amizades
Ainda que elas pareçam tão avessas
Ninguém é tão difícil que não possamos ser amigos
Você não é tão durão e eu não sou tão orgulhoso assim.
Aprendi a chorar as mágoas ao alcool
Ainda que aforgar-se seja uma das mortes mais cruéis
Ninguém é tão bom que nunca se envenene
Você não é tão forte eu permito que vejam minhas fraquezas.
Aprendi o que é o dispositivo "foda-se"
Ainda que sejamos tão interdependentes
Ninguém suporta os próprios problemas e os dos outros
Você se exclui no seu ego e eu passei a olhar mais pra mim
Aprendi a curtir as coisas boas e ruins (obrigado!)
Ainda que apanhe para dançar aquelas músicas
Ninguém pode sobreviver a uma redoma de proteção
Você se permitiu e eu me perdi muitas vezes
Aprendi que você será inesquecível
Ainda que ninguém aguenta o nosso clima
Ninguém deixa as lições que fazem amadurescer
Você olha para mim e eu o vejo em todo lugar.
Um comentário:
No intrigante espetáculo da vida... as vezes somos atores abandonados... as vezes protagonistas em monólogos... as vezes o par perfeito do diálogo... outras o antagonistas temido... ou ainda o cadjuvante apaixonado... mas sobretudo... somos ligados... pelo que existe entre vc e eu... a relação... espectador... e ator...
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